Blog do Cleuby
Gravadoras vão distribuir músicas e vÃdeos de graça
A indústria do entretenimento já tentou de tudo contra a pirataria virtual: botou sistemas anticópia nos seus CDs e DVDs, foi à Justiça para acabar com os programas de compartilhamento de arquivos, processou milhares de internautas acusados de fazer downloads ilegais. Mas sua nova tática é totalmente diferente: as gravadoras vão distribuir as músicas e os vÃdeos de graça na internet.
É isso mesmo. No site SpiralFrog (www.spiralfrog.com), cujo lançamento está prometido para o final deste ano, todos os downloads serão “na faixa”.
O porém é que, antes de baixar alguma coisa, você será obrigado a ver uma propaganda de 90 segundos. “O SpiralFrog vai oferecer uma experiência melhor do que os sites de download pirata”, diz Robin Kent, presidente da empresa.
A idéia, aparentemente, pode dar certo: o SpiralFrog já fechou acordo com as gravadoras EMI e Universal, que vão fornecer o conteúdo. Na primeira fase, o serviço só funcionará nos EUA e no Canadá.
As músicas poderão ser transferidas para um toca-MP3 portátil, mas, como elas virão gravadas no formato Windows Media Audio, não serão compatÃveis com o iPod.
Além disso, poderá haver restrições de uso: os arquivos que você baixou se autodestruiriam depois de um mês, por exemplo (para “estimular” a compra deles em CD).
DRM, ODIADO E POLÊMICO
Essa autodestruição é possÃvel graças a uma tecnologia chamada Digital Rights Management, ou DRM. Antes de tocar uma música ou rodar um vÃdeo protegido com DRM, o seu computador precisa pedir permissão, via internet, ao criador daquele conteúdo (as gravadoras e os estúdios de Hollywood).
Em tese, isso breca a pirataria - se outra pessoa, em outro PC, tentar tocar esse arquivo, ele simplesmente não rodará.
A indústria do entretenimento adora o DRM, com o qual protege as músicas vendidas via internet, mas já se queimou com ele: ano passado, a Sony resolveu colocar em seus CDs um sistema de “proteção” que, na verdade, abria o computador do usuário para hackers. Foi um desastre, obrigando a empresa a indenizar milhões de pessoas.
Isso enfureceu a Free Software Foundation (a ONG de Richard Stallman, um dos expoentes no mundo Linux), que marcou para 3 de outubro uma série de passeatas contra o DRM.
Mas, com ou sem protesto, os hackers estão sempre um passo à frente. Recentemente, caÃram na rede programas que conseguem arrancar das músicas os principais tipos de DRM - tanto a tecnologia FairPlay, da Apple, quanto a Windows Media DRM, da Microsoft.
Fonte: Último Segundo
BOXE
UMA TERCEIRA VIA ENTRE PIRATAS E A INDÚSTRIA
Enquanto a indústria do entretenimento se digladia com os “piratas” da internet para defender os direitos de autor, uma terceira via legal abre um atalho entre a intransigência da indústria com seu “todos os direitos reservados” e dos piratas com o seu “nenhum direito reservado”. São as licenças Creative Commons.
Criadas pelo professor de direito de Stanford Lawrence Lessig em 2001, o que essas licenças permitem é que um autor disponibilize sua obra reservando a si mesmo alguns direitos, que ele mesmo escolhe. Usando essas licenças, um autor pode disponibilizar uma música para download na internet mas se reserva o direito de restringir o seu uso numa propaganda, por exemplo.
Todo tipo de produção cultural pode ter o seu direito de autor flexibilizado. E é cada vez mais fácil encontrar na rede obras disponibilizadas em Creative Commons. Basta procurar no site http://creativecommons.org ou em grandes buscadores como o Yahoo.
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- setembro 14, 2006, 8:28 am
- Tag: Internet, Linux, Música, Tecnologia





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