Acabo de chegar do show do Porcupine aqui em Paris no Elysée Montmartre (segundo show da turnê atual) e estou sem palavras para definir a experiência.
Antes, uma banda suporte tocou, meio “The Strokes encontra Metallica” e gostei do som; como resultado, aumentou ainda mais a minha expectativa pelo que viria, e isso nem sempre é bom.
Entra o quinteto, sim, quinteto. Sem explosões, nem fumaça nem DVD, sem nada. Entraram e começaram a tocar, simples e diretos como sempre. Demorei a reconhecer a música, apesar de saber de cor os CDs, e o problema é que não reconheci até o final, quando nosso amigo Steven anunciou num francês tosco – “essa primeira parte vai ser só com o material novo,… espero que gostem”. Ansioso por escutar Deadwing e In Absentia, fiquei num misto de decepção e apreensão – sabe lá o que viria pela frente. E o que veio foi MUITO som!
Porcupine é dessas bandas que reza a cartilha do “Uma nota bem encaixada vale mais que mil escalas”, e eles encaixam muito bem as notas. Opinião particular: gostei muito das músicas, e como já ia comprar o CD mesmo, fico ainda mais contente. Aviso aos fãs antigos: Steven pareceu gostar do metal e esse álbum repete a fórmula dos dois anteriores, diria que por vezes parece até mais pesado, apesar de ter as baladas e momentos tranqüilos de sempre. Eles tocaram 10 músicas novas, e como Steven falou ao final do primeiro ato, esse deve ser o material final para o lançamento em meados de fevereiro/março.
Leia mais